segunda-feira, 19 de junho de 2017

#MLVerão2017 - divulgação da tbr


Olá, como podem já ter visto no título, venho aqui divulgar a minha tbr para a maratona que eu criei com a Roberta do blog Flames. Chama-se MLVerão2017, espero que a maratona corra tão bem ou melhor que o ano passado.
Esta maratona terá uma duração de 3 meses, a começar no dia 18 de Junho [começou ontem] pelas 23:59 e terminando no dia 22 de Setembro pelas 19:00. 
O objetivo desta maratona é ler o maior número de páginas que conseguirmos, mas a cima de tudo é para nos divertir-mos. Como é óbvio para participar existem algumas regras, entre elas seguir os blogues criadores da maratona [o meu e o do Flames] e o canal de youtube do blogue Flames [para o caso de terem canal e blogue].
Existe uma lista de desafios, que irei deixar em baixo com os respetivos livros que escolhi, e podem escolher ler para todos os desafios como podem escolher só para alguns, o que conseguirem completar. 
Depois de seguirem as regras basta preencher o formulário [ https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScppPYzfeR2rWLNksm5nGmULUB8v_jgzA_EsnFxYSLMJc0WRg/viewform ].
Não se esqueçam de ir colocando os vossos progressos numa rede social à vossa escolha e utilizarem a hastag "MLVerão2017. Eu irei colocar os meus progressos no instagram do blogue [_agora_que_sou_critica_].
Cada livro só pode entrar numa categoria, no total existe 23 categorias e depois ainda existe 3 desafios Instagram/Facebook que irão acrescentar 5 páginas extra na contagem final por cada desafio.


NOTA: CADA LIVRO SÓ PODE ENTRAR NUMA CATEGORIA, LOGO NÃO SE PODE REPETIR O MESMO LIVRO EM DUAS CATEGORIAS DISTINTAS. 

Aqui ficam as categorias e as minhas escolhas literárias:
1) Ler um livro noutra língua (inglês, francês, espanhol, italiano, etc.);
Summer With My Sister de Lucy Diamond
2) Ler um livro de um autor português; 
Contagem Decrescente de Bruno Franco













3) Ler um livro que compraste há mais de um ano (caso não tenhas, ler o último livro que compraste);
Um Ano Para Ser Feliz de Lori Nelson Spielman


 4) Ler um livro infantil;
O Principezinho de Antoine de Sante-Exupéry

 5) Ler um livro publicado em 2017;
O Coração de Simon Contra o Mundo de Becky Albertalli


 6) Ler um livro de um autor que nunca leste;
Um Rapaz Muito Especial de Monica Wood

 7) Ler um livro recomendado por um youtuber/blogger;
After de Anna Todd

8) Ler um livro com um título curto;
Online de Cristina Machado
9) Ler uma Graphic Novel, BD ou Mangá;
Pocahontas
10) Ler um livro com menos de 100 páginas;
Ano de Ângela Serrão
11) Ler um livro escrito por mais do que um autor;
Uma Aventura em Evoramonte de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada 
12) Ler um livro escrito antes de 1999;
Os Maias de Eça de Queirós
13) Ler um livro que ganhou algum tipo de prémio;
Sr. Mercedes de Stephen King
14) Ler um livro que pediste emprestado;
A Princesa de Gelo de Camilla Lackberg
15) Ler um livro do plano nacional de leitura;
Harry Potter e a Pedra Filosofal de J.K.Rowling
16) Ler um livro que se passa num lugar que sempre quiseste visitar;
A Invenção das Asas de Sue Monk Kidd
17) Ler um livro que tinhas planeado ler em 2016 mas que acabaste por não ler;
Acácia - Ventos do Norte de David Anthony Durham
18) Ler um livro em que o título tenha 15 letras;
Reunião de Heróis de Ricardo Formigo
19) Ler um livro passado num País Europeu;
Uma Aventura no Ribatejo de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada
20) Ler um livro publicado antes de teres nascido;
As Pupilas do Senhor Reitor de Júlio Dinis
21) Ler um livro sobre viagens no tempo;
22-11-63 de Stephen King
22) Ler um livro para terminar num dia;
Brave and Smart - Uma Aventura Chamada Erasmus de Lina Raposo Vaz
23) Ler um calhamaço (livro com mais de 500 páginas).
Dezanove Minutos de Jodi Picoult

E ainda temos os desafios do Instagram/Facebook (Desafios extra, cada desafio destes cumprido acresce 5 páginas na contagem final):
1) Tirar uma foto de um livro no local onde estão a passar férias (quem não tem férias, tire no local de trabalho);
2) Tirar uma foto de um livro num dia com muito sol;
3) Tirar uma selfie com o livro que estão a ler, de óculos de sol na cara.
Sei que as categorias podem parecer muitas mas para o tempo que a maratona tem, talvez nem seja assim tanto, mas não se esqueçam que o que conta é o número de páginas que lêem.

Eu pretendo fazer os 3 desafios extra e se tudo correr tão bem como o ano passado pretendo ler os 23 livros para cada categoria e ainda ler mais alguns livrinhos. 
Só irei começar a ler a sério a seguir aos meus exames, o último é no dia 23.

E a cima de tudo espero que todos os que participarem se divirtam, porque esse é o objetivo maior da maratona e tentarem diminuir a vossa tbr!

Divirtam-se!
Boa leitura!
Até ao próximo post!



sexta-feira, 9 de junho de 2017

Passatempo do FLAMES (em parceria com a Planeta)








http://flamesmr.blogspot.pt/2017/06/260-passatempo-do-flames-em-parceria.html

Mais um excelente passatempo organizado pelo blog Flames em parceria com a Editora Planeta.
Bora lá participar? Eu já estou!












Boa leitura!
Até ao próximo post!

domingo, 4 de junho de 2017

Maratona Literária de Verão - 2017



Pelo segundo ano consecutivo vamos criar uma Maratona de Verão.
A maratona não é uma imposição, mas tem como objectivo tentar que o leitor leia livros diferentes. A própria pessoa é que escolhe que livros vai ler dentro de cada categoria. 

Esta maratona vai começar dia 18 de Junho de 2017 às 23:59 e irá até ao dia 22 de Setembro pelas 19:00, logo, durará o verão inteiro (e mais um pouquinho :p ).
O objectivo é ler o maior número possível de páginas. As únicas regras para participar oficialmente nesta maratona é serem seguidores do blog [http://agoraquesoucritica.blogspot.pt/] e do blog Flames [http://flamesmr.blogspot.pt/] e do youtube do blog Flames [https://www.youtube.com/user/FLAMESmr/]


Da lista de desafios, podem escolher todos ou apenas alguns para cumprirem. Não se esqueçam de colocar a vossa listinha de livros que vão ler nos comentários! Cada participante irá ter que meter os seus progressos numa rede social à sua escolha, mas terá que avisar o blog/youtube.
Podem inscrever-se quando quiserem, desde que seja durante o tempo da maratona. 


Utilizem a hastag #MLVerão2017 para fazer os vossos posts acerca da maratona. Se quiserem identifiquem os blogues ou as pessoas dos blogues para irmos mantendo o contacto. Espero contar com vocês. E claro que vamos ter prémios, mas isso são surpresas por agora. 
Quem tem nomes muito comuns (Anas, Marias, etc), metam no formulário o 1º e último nome para as contagens finais serem mais fáceis.



NOTA: CADA LIVRO SÓ PODE ENTRAR NUMA CATEGORIA, LOGO NÃO SE PODE REPETIR O MESMO LIVRO EM DUAS CATEGORIAS DISTINTAS. 

PARA OS CORAJOSOS que consigam terminar todas as categorias (o ano passado aconteceu) podem continuar a ler livros para categorias repetidas. As páginas contam para o final.

1) Ler um livro noutra língua (inglês, francês, espanhol, italiano, etc.);
2) Ler um livro de um autor português;
3) Ler um livro que compraste há mais de um ano (caso não tenhas, ler o último livro que compraste);
4) Ler um livro infantil;
5) Ler um livro publicado em 2017;
6) Ler um livro de um autor que nunca leste;
7) Ler um livro recomendado por um youtuber/blogger;
8) Ler um livro com um título curto;
9) Ler uma Graphic Novel, BD ou mangá;
10) Ler um livro com menos de 100 páginas;
11) Ler um livro escrito por mais do que um autor;
12) Ler um livro escrito antes de 1999;
13) Ler um livro que ganhou algum tipo de prémio;
14) Ler um livro que pediste emprestado;
15) Ler um livro do Plano Nacional de Leitura;
16) Ler um livro que se passa num lugar que sempre quiseste visitar;
17) Ler um livro que tinhas planeado ler em 2016 mas que acabaste por não ler;
18) Ler um livro em que o título tenha 15 letras;
19) Ler um livro passado num país Europeu;
20) Ler um livro publicado antes de teres nascido;
21) Ler um livro sobre viagens no tempo;
22) Ler um livro para terminar num dia;
23) Ler um calhamaço (livro com mais de 500 páginas).

Desafios do Instagram/Facebook (Desafios extra, cada desafio destes cumprido acresce 5 páginas na contagem final):
1) Tirar uma foto de um livro no local onde estão a passar férias (quem não tem férias, tire no local de trabalho);
2) Tirar uma foto de um livro num dia com muito sol;
3) Tirar uma selfie com o livro que estão a ler, de óculos de sol na cara.

Sei que as categorias podem parecer muitas mas para o tempo que a maratona tem, talvez nem seja assim tanto, mas não se esqueçam que o que conta é o número de páginas que lêem. 



No final comentem que livros escolheram e quais conseguiram ler.

Divirtam-se!



Boa leitura!

Até ao próximo post!

terça-feira, 18 de abril de 2017

Resenha: A Escolha

Resenha feita pela Lúcia!
Título: A Escolha
Resultado de imagem para a escolha kiera cass marcadorAutor: Kiera Cass
Editora: Marcador
Páginas: 293
Ano: 2015


Sinopse: 
A Seleção mudou a vida de trinta e cinco raparigas para sempre. E agora, chegou a hora de uma ser escolhida. America nunca sonhou que iria chegar perto da coroa ou do coração do Príncipe Maxon. Mas à medida que a competição se aproxima do final e as ameaças de fora das paredes do palácio tornam-se mais perigosas, América percebe o quanto ela tem a perder e quanto ela terá que lutar para o futuro que ela quer. Desde a primeira página de A Seleção, este bestseller #1 do New York Times capturou os corações dos leitores e os levou numa viagem cativante... Agora, em A Escolha, Kiera Cass oferece uma conclusão satisfatória e inesquecível, que vai manter os leitores suspirando sobre este eletrizante conto de fadas, muito depois da última página ser virada. 


Autora: 

Cresceu na Carolina do Sul e é formada em História pela Universidade de Radford.
Atualmente, vive com a sua família em Christiansburg, na Virginia, EUA.
A trilogia A Seleção colocou-a no primeiro lugar na lista de livros mais vendidos do The New York Times.
Kiera beijou cerca de quatorze rapazes na sua vida. Nenhum deles era um príncipe. 
Nos tempos livres gosta de ler, dançar, fazer vídeos e comer quantidades excessivas de bolos.


Opinião: 

Contem alguns spoilers!

Se não conheces a trilogia A Seleção eis o que precisas de saber: primeiro, trata-se de uma trama distópica; segundo, o governo é monarca e a população é dividida em castas relacionadas com a posição e a classe social do indivíduo; e terceiro e mais importante, para manter a estagnação populacional o regente usa o artifício de escolher as suas futuras rainhas por meio de um reality show, um programa de televisão que une trinta e cinco raparigas motivadas a conquistar o coração do príncipe e que, como representantes do povo, fazem o público acompanhar com ânimo e esperança o processo de escolha da esposa do futuro rei. Sendo assim, no primeiro volume da trilogia, ou seja em A Seleção, conhecemos mais sobre estes jovens, sobre o príncipe e a sua família, e vemos surgir um triângulo amoroso extremamente perigoso. Já no segundo livro, A Elite, observamos o número de raparigas ser reduzido drasticamente, o romance oscilar entre certo e errado, e passamos a compreender um pouco mais sobre o sistema político desigual que rodeia a Seleção. Porém, é no terceiro e último livro que esperamos pelas maiores revelações da trilogia, é neste volume que a autora promete evitar todas as nossas dúvidas e, finalmente, revelar quem será a grande escolhida do príncipe.
Suspense, ação, romance, mortes inesperadas e emoções à flor da pele - é simplesmente impossível não se render a este desfecho!
O último volume de uma série sempre é arriscado. Para um autor deve ser complicado finalizar uma trama, mas para um leitor é ainda mais angustiante saber que nestas últimas páginas todos os seus questionamentos devem ser devidamente respondidos. E antes de qualquer coisa devo dizer, por mais que A Escolha seja incrível, a Kiera Cass não respondeu a todas as minhas dúvidas. O facto é que amei este livro e encantei-me com o final, mas ainda assim observei vários pontos que falharam no decorrer da história. Alguns podem concordar, outros irão discordar, mas senti que em muitos momentos a autora deixou de explicar e justificar certas ações tomadas pelos protagonistas, ou de detalhar com mais profundidade o luto e as guerras políticas relatadas no decorrer da trama, e até mesmo (o que de facto mais me incomodou) preferiu usar a morte como uma aliada na resposta de perguntas que ela não soube e/ou não teria tempo para explicar. Então, sim, eu não achei o livro perfeito, mas confesso que mesmo assim emocionei-me, envolvi-me e apaixonei-me por esta história. E essa é a grande questão da escrita da Kierra Cass, ela pode não ser perfeita quando comparada com a narrativa de outros autores distópicos, mas ela é tão emocionalmente intensa e envolvente que os pormenores passam despercebidos e tornam-se irrelevantes. Em suma, tudo o que realmente importa é com quem o príncipe fica e como essa escolha influencia a estrutura do seu governo.
Sem dúvida um dos pontos altos deste livro foi a distopia. Como já disse, nos outros volumes o foco estava mais direcionado ao romance e a convivência das participantes de A Seleção, contudo em A Escolha a trama torna-se mais ousada e ganha uma densa carga de ação. Foi surpreendente o rumo tomado pela autora, a sua solução foi rápida e logo no começo da história se viu isso, sendo desenvolvida aos poucos e com o auxílio de novas personagens extremamente importantes para o desfecho final da obra. E o mais admirável é que a America, a nossa personagem principal, ainda com as suas limitações pode participar desta batalha política. Aqui, saliento para o facto de que a jovem não pode ser comparada com as raparigas distópicas criadas ou condicionadas para a batalha; a America é dona de uma personalidade forte e de um coração bondoso que se compadece pelos mais necessitados, contudo ela tem consciência das suas privações e ajuda da melhor maneira que pode. Assim, a narrativa tem ação, mas de uma forma delimitada a quem está dentro de um castelo, rodeada de segredos, muros e deveres políticos. O que, confesso, deixa tudo mais estranho.

"Antes, tu eras apenas a rapariga que gritou comigo no nosso primeiro encontro. Esta noite, tu viraste a rapariga que não tem medo dos rebeldes."
Outro ponto importante e envolvente da trama é o romance. Quem é que não torce pela America e pelo Maxon? Eu sempre tive a certeza que eles ficariam juntos, mas o que eu senti lendo A Escolha quase me levou à loucura. Não tem como ter a certeza com tantas intrigas, mentiras e guerras, e a Kiera Cass destrói o nosso coração tantas vezes, só para reconstruí-lo logo em seguida. Por isso a trama é tão intensa, porque ela é variante e inconstante, como o amor jovem e recém-descoberto é. Eu continuo extremamente apaixonada pelo Maxon, mesmo que ele me irrite um pouco neste livro, e a America reconquistou o meu coração mesmo diante de tantas mentiras - porque, sério, eu não entendo o medo que algumas protagonistas têm da verdade, custa contar tudo logo de uma vez?! Então novamente, não se trata de um romance ou de uma história perfeita, mas sim de uma narrativa envolvente o suficiente para nos fazer mergulhar de cabeça, sem medo de nos deixar apaixonar.
No geral foi um belo final, digno de choro e sorrisos idiotas. E mesmo que eu ainda ache que a autora tenha pecado em algumas explicações, não mudaria a alegria gerada pelo último capítulo, nem que me pagassem um milhão de euros. Foi tudo tão incrivelmente surpreendente e romântico que vai deixar saudade. Muita saudade.

"(...) quanto estamos juntos, sinto que sou a America. Não uma casta ou parte de um plano. Também não o vejo como alguém distante. Ele é apenas ele, e eu sou apenas eu."
"(...) quero tudo contigo, America. Quero os feriados e os aniversários, as épocas corridas e os finais de semana preguiçosos. Quero manchas feitas por dedos sujos de creme de amendoim na minha mesa de trabalho. Quero piadas internas, brigas e tudo o resto. Quero uma vida contigo." 
 Em resumo:
O mundo pós guerra foi divido em castas, conforme a posição social, o quão rico se é e qual é a sua real vocação. E todas estas castas são governadas pela família real de Illéa. E como de costumo, quando o herdeiro do trono completa a maioridade, ele precisa casar. Mas, com o intuito de manter o povo fiel, o próximo rei ou rainha casa-se sempre com um plebeu. Só que para isso acontecer, é feita a Seleção.
No caso, o príncipe herdeiro é Maxon e ele precisa escolher entre as 35 raparigas de diversas castas, com qual delas quer se casar. É claro que nada é tão simples, não é só a opinião de Maxon que conta, são diversas provas, a opinião do povo e a interferência do Rei...
Mas, em A Escolha, Maxon já passou por tudo isso, agora são apenas quatro raparigas, America, Kriss, Celeste e Elise, e ele precisa escolher entre elas qual será a próxima princesa de Illéa.
É claro que America Singer, a nossa protagonista, é a favorita de Maxon, mas ela também tem um antigo relacionamento com Aspen, que detalhe: Maxon não sabe. E agora Aspen também é guarda do castelo e o coração de America esta dividida entre eles e ela precisa (e quer muito, mas muito mesmo, porque ela pede isso a toda a hora) de tempo para decidir o que quer da vida.
Mas, Maxon precisa decidir a sua vida, esta é a única chance que ele tem de ser feliz, ou não, e o facto de America estar indecisa quanto ao que quer da vida faz com que ele comece a prestar mais atenção nas outras selecionadas.
E essa pessoa é Kriss, a favorita do povo e a personificação da princesa perfeita. E é a partir do momento que percebe que Maxon pode estar inclinado a escolher Kriss invés dela, é que America vai perceber que precisa decidir se ela quer sair da competição e esperar por Aspen. Ou, deixar de lado todas as suas duvidas e incertezas e realmente lutar por Maxon e assumir a sua posição como monarca de Illéa.

"- Podes partir o meu coração. Mil vezes, se desejares. Sempre foi teu para magoares como quiseres."


Sobre este livro, então, eu não posso falar muito pois como eu sou #TeamMaxon assumida... nunca se sabe a hipótese de eu colocar aqui um grande spoiler.
Enfim, vamos falar de America, pois a America é uma pessoa revoltante, extremamente complexa e irritante. Quem aqui leu os livros anteriores e que ficou com raiva dela pela indecisão e a falta de atitude... Só uma coisa a dizer: PIORA, e muito. Não na parte de indecisão, pois ela começa o livro já com a certeza de com quem ela quer ficar, mas a falta de noção é algo visível, mas apesar de tudo, ela torna-se uma personagem adorável quando coloca a vida por quem realmente quer.
Vamos ter aqui também muito mais sobre os rebeldes e ataques mais frequentes do pessoal que quer a destruição das castas, e America vai estar no centro disso.
Vamos conhecer um pouquinho mais sobre as outras selecionadas, principalmente Kriss, ela vai estar bem mais próxima do nosso amado príncipe e também de Celeste, a mais decidida e competitiva entre as selecionadas, que vai estar um pouco mais próxima de Aspen. Então, quando America, vê os seus dois homens tomando os seus rumos, sem ela por sinal, então enfim, ela vai tomar uma atitude.
Já Aspen, bem, ele continua tão insignificante quanto antes, uma personagem que não adiciona muito, mas que vai ser bastante ativo na trama.
E o mais importante de todos, vamos ter Maxon, o príncipe mais encantador de todos os tempos. Este sim vai estar bastante diferente do que estamos acostumados, ele vai estar sombrio e bastante decidido a conseguir a sua princesa, mesmo que ela não seja a America. Ele também vai estar estabelecido na sua posição de futuro governante. É visível o crescimento emocional e da personalidade da personagem. Maxon vai ser o centro de tudo em A Escolha, então, para quem é do #TeamMaxon, segurem os corações.
Também está perceptível o crescimento de Kiera Cass como escritora. Mas, eu particularmente achei o final um tanto quanto apreçado apressado. Imaginem quase esperar quase 3 anos, para saber qual seria a escolha de Maxon e no final ter o casamento resumido em um capítulo e sem lua de mel, é revoltante. Mas, não que falte algo, o livro termina bem e com quase todas as pontas amarradas, a não ser, é claro, a situação dos rebeldes, que é uma parte da trama pouco desenvolvida também, e que deixa o leitor bastante curioso e no final, sem uma resposta.
Eu sei que estou a estender-me demais, mas vamos falar um pouco sobre o livro físico. Perfeição, é a palavra que define. A capa é maravilhosa, e o tom branco é perfeito para esta ansiedade sobre quem vai ser a noiva. A diagramação também está impecável, sem erros de revisão aparente, fonte agradável para leitora e páginas amareladas.
Enfim, eu preciso deixar claro que, indiferente do final ser do meu agrado ou não, coisa que eu não posso dizer, vamos ter um casamento lindo, que de um modo ou de outro, vai ser bom para todo o mundo.




Boa leitura!
Até ao próximo post!




domingo, 16 de abril de 2017

Resenha: Peripécias do Coração





Resenha feita pela Lúcia!
Título: Peripécias do Coração (Volume II)
Autor: Julia Quinn
Editora: ASA
Páginas: 384
Ano: 2012



Sinopse: 
A sensata Kate Sheffield está decidida a encontrar para a sua meia-irmã Edwina um marido de reputação impecável. Mal ela sabe que o visconde Anthony Bridgerton já traçou um plano... que inclui a belíssima jovem! E ele não está habituado a ser contrariado... Embora Anthony seja o solteirão mais cobiçado da temporada, a sua reputação de mulherengo perturba Kate. Ela terá de agir rapidamente, pois Edwina vê com muito bons olhos os avanços do visconde. Mas Edwina fez uma promessa que não está disposta a quebrar: nunca casará sem a bênção de Kate. Cabe, pois, a Anthony convencer aquela que (espera) será a sua futura cunhada. Ele é um homem determinado e seguro de si... e não contava encontrar uma adversária à sua altura. Frente a frente, Kate e Anthony apercebem-se de que têm mais em comum do que imaginaram. Mas o que os une ameaça separá-los para sempre.



Autora: 
Mal terminou o seu curso universitário, Julia Quinn começou a escrever e, para alegria dos seus inúmeros fãs em todo o mundo, nunca mais parou. Traduzidos para vinte e seis línguas, todos os seus romances integram de imediato a lista de bestsellers do New York Times, com especial destaque para a Série Bridgerton. A autora venceu já dois prémios Romantic Times e três Prémios RITA da Romance Writers of America, tendo sido a mais jovem autora a entrar para o Hall of Fame dessa associação. Vive com a família na costa oeste dos Estados Unidos.


Opinião: 
Antes de começar a minha opinião, posso apenas dizer uma coisa? Posso? Posso?
É oficial: EU ADORO JULIA QUINN.
Quando li o primeiro livro da Série Bridgerton fiquei rendida à autora Julia Quinn, e quando decidi ler o segundo volume da série sabia que à partida iria ser uma leitura romântica e engraçada que me iria conquistar e não me enganei. 
Adoro a forma como ela escreve, adoro a forma como ela descreve situações, personagens, estados de espírito, paisagens! Fá-lo sempre com uma nota de doçura e de emoção que consegue chegar-nos sem qualquer dificuldade. Já tinha adorado o primeiro volume desta Série deliciosa, mas não fazia ideia de que só ia melhorar! Neste segundo "capítulo" desta série de época, conhecemos uma nova família composta apenas por mulheres: As Sheffied. Mary, a matriarca da casa, Edwina a jovem de dezassete anos que é considerada o diamante da temporada e Kate, a jovem de vinte e um anos que ainda não casou, principalmente pela razão de que o brilho da beleza da meia-irmã ofusca-lhe a sua própria beleza e encantos. No entanto, é uma jovem extremamente frontal, com uma língua demasiadamente afiada e muito pouco dada aos feminismos da época, o que também não abona a seu favor.
O Anthony demasiado protetor que conhecemos no primeiro livro, regressa em forma neste segundo volume, uma vez que ele é o mais velho da casa Bridgerton e tem de casar-se. No entanto e apesar de ser um jovem extremamente agradável, delicado e absurdamente bonito, tem a fama de ser um libertino e um mulherengo, o que de facto ele é. Naquele ano e por estar já perto da casa dos trinta anos decide que está na altura de casar e assentar, embora não queira apaixonar-se pela sua futura esposa. Conhece Edwina, a qual pretende desposar se e quando a irmã Kate permitir. O problema reside mesmo aí.
É que Kate sabe bem a fama de Anthony e detesta-o. Não quer de modo algum que a irmã se case com um homem assim. 
É justamente essa relação de "ódio-ódio" que me fez rir a bandeiras despregadas com os embates entre Kate e Anthony e que me fez o coração acelerar sempre que eles se encontravam por uma ou outra razão. Não me recordo do último livro que li em que me tenha rido tanto com as personagens. Absolutamente fantástico! Mas se há momentos em que me diverti imenso, também há os momentos em que senti o coração ficar apertado, fosse por ser uma cena ternurenta, ou dramática. É justamente isso que me faz gostar tanto de Julia Quinn. As suas histórias são repletas de humor, ternura, amor e dramatismo quanto baste. Como aconteceu no primeiro, todos os capítulos começam com um excerto da Lady Whistledown que nos deixa de cabelos em pé de curiosidade de saber quem essa mulher é!
Como eu disse, Anthony era conhecido como mulherengo e um jovem libertino, ele decidiu que estava na altura de assentar e de se casar. Sabe ainda quais as caraterísticas que pretende numa esposa e é em Edwina Sheffield, a jovem bela sensação da temporada londrina, que vê a candidata perfeita para se tornar Viscondesa Bridgerton. Só que o Visconde depara-se com um obstáculo inesperado: a meia-irmã de Edwina - Kate -  pois a jovem Edwina só casa se tiver a bênção de Kate sobre o seu pretendente e para Kate, Anthony é o pior dos candidatos por ter dele a imagem de mulherengo. Assim, para cortejar Edwina, Anthony terá de mudar a impressão que Kate tem sobre si.
Julia Quinn coloca-nos perante uma narrativa onde as picardias entre Kate e Anthony são uma constante, mas a verdade é que à medida que a convivência vai sendo maior, o leitor começa a aperceber-se que este casal de protagonistas se debate com sentimentos surpreendentes. 
Anthony conhece em Kate uma jovem que não se rege pelas regras da alta sociedade e que por isso distingue-se das outras: Kate revela uma irreverência e um sarcasmo incomuns e, ao mesmo tempo, mostra ser uma mulher muito determinada e com princípios.
Anthony sabe que Edwina é a esposa ideal para si. Por ela não correria o risco de se apaixonar, algo que nem sequer concebe como possível atendendo a uma convição nascida após um acontecimento doloroso do passado que guarda bem dentro de si, mas o desafio de obter a bênção de Kate é algo que o alicia e que o vai colocar perante uma aventura e peripécias de sentimentos que o apanham desprevenido. 
A autora Julia Quinn, através de uma escrita ligeira e descontraída, coloca-nos perante um enredo que, embora livre de grandes complexidades, agarra o leitor pelas suas personagens bem construídas cujo realismo e humanidade tocam o seu coração.
A leitura faz-se de uma forma célere entre diálogos inspirados e situações repletas de humor que arrancam ao leitor deliciosas gargalhadas e encantadores sorrisos. Além do humor, a autora Julia Quinn acrescenta à narrativa uma dose intensa de romance onde mais próximo do final surgem penas cenas plenas de sensualidade e erotismo.
A par de Kate e Anthony, a autora brinda-nos com outras personagens que conferem riqueza e dinâmica à narrativa, sendo que a presença da família Bridgerton faz com que sintamos uma ligação especial também com eles.
Em "Peripécias do Coração" voltamos a encontrar Lady Whistledown cuja identidade continua a ser um mistério. O leitor não pode deixar de refletir que esta Lady só pode ser alguém que se move na esfera da alta sociedade para conseguir pormenores tão específicos sobre o decorrer da ação e dos rumores, o que só faz com que a curiosidade do leitor sobre esta personagem se adense ainda mais. 
"Peripécias do Coração" traz-nos também um retrato da sociedade londrina e da época tornando a narrativa numa autêntica delícia a cada página que o leitor vira. Julia Quinn, neste segundo volume desta série, conseguiu envolver o seu casal de protagonistas de segredos que acabam por se desvendar e fortalecer o laço que os une. Embora o final possa parecer previsível, a verdade é que os leitores mais românticos vibrarão por um final "felizes para sempre".
Além da história de amor, dos momentos hilariantes, das personagens e dos seus laços familiares e do retrato da época, o que eu adoro é como a autora me faz sentir quando leio um livro dela: é daqueles livros que cada página é acompanhada por um sorriso que vai até à última linha e acabando o livro ficou em mim a vontade imensa de ler o terceiro volume desta série - "Amor e Enganos".






Boa leitura!
Até ao próximo post!


sábado, 15 de abril de 2017

Resenha: A Elite

Resenha feita pela Lúcia!
Título: A Elite
Autor: Kiera Cass
Editora: Marcador
Páginas: 290
Ano: 2015



Sinopse: 
A Seleção começou com 35 raparigas. Agora restam apenas seis, e a competição para ganhar o coração do príncipe Maxon esta mais feroz do que nunca. Só uma se casará com o príncipe Maxon e será coroada princesa de Illéa.
Quanto mais America se aproxima da coroa, mais se sente confusa. Os momentos que passa com Maxon parecem um conto de fadas. Quando ela está com Maxon, é arrebatada por esse novo romance de tirar o fôlego, e não consegue imaginar-se com mais ninguém. Mas sempre que vê o seu ex-namorado Aspen no palácio, a trabalhar como guarda e esforçando-se para a proteger, ela sente que é nele que está o seu conforto, dominada pelas memórias da vida que eles planearam ter juntos.
America precisa de mais tempo. Mas, enquanto ela está às voltas com o seu futuro, perdida na sua indecisão, o resto da Elite sabe exatamente o que quer - e ela está prestes a perder a sua chance de escolher. E justo quando America tem a certeza de que fez a sua escolha, uma perda devastadora faz com que as suas dúvidas retornem. E enquanto ela se esforça para decidir o seu futuro, rebeldes violentos, determinados a derrubar a monarquia, estão se fortalecendo - e os seus planos podem destruir as chances de qualquer final feliz. 


Autora: 
Cresceu na Carolina do Sul e é formada em História pela Universidade de Radford. 
Atualmente, vive com a sua família em Christiansburg, na Virginia, EUA. 
A trilogia A Seleção colocou-a no primeiro lugar da lista de livros mais vendidos do The New York Times.
Kiera beijou cerca de catorze rapazes na sua vida. 
Nenhum deles era um príncipe. Nos tempos livres, gosta de ler, dançar, fazer vídeos e comer quantidades excessivas de bolos. 


Opinião: 
America sempre teve a certeza do seu amor por Aspen e nunca duvidou de que ficariam juntos para sempre. Mas quando se tornou uma Selecionada e passou a conviver de perto com o príncipe Maxon e ver algumas verdades ocultas de Illéa, ela passa a questionar-se se poderia ser ou não uma princesa boa o suficiente. Após ataques de rebeldes ao palácio real, a Seleção tornou-se mais feroz e agora só restam seis raparigas que compõe a chamada Elite. Os laços entre as raparigas estão a estreitar-se, porém, a rivalidade tornou-se ainda mais latente já que todas querem mostrar para o Maxon o quanto elas são merecedoras do seu amor. Confusa sobre o que sente, ela não sabe se deve dar uma chance ao seu coração de conhecer o príncipe ou se deve lutar para ter o futuro que sempre sonhou com Aspen. E nessa confusão, acontecimentos chocantes podem determinar o seu futuro de modo irrevogável.
Maxon sabe que a qualquer momento terá que escolher uma das Selecionadas, mas ainda havia um tempo para conhecê-las melhor e ele devia dar essa chance ao seu coração mesmo que ele batesse por America. Ainda mais quando a sua relação com ela era tão confusa. Se em momentos ele podia sentir o amor dela por ele, em outros ela agia como se ele fosse alguém que não valesse a pena. Entretanto, além das preocupações que envolvia a Elite, havia outro problemas maiores a serem resolvidos, como os constantes ataques de rebeldes ao palácio, por exemplo. Nervoso com a pressão realizada por esses grupos, o seu pai está cada vez mais rígido e com atitudes cada vez mais arbitrárias. Não que ele pudesse esperar algo diferente, já que desde cedo aprendeu a lidar com a arrogância do rei. Determinado a encontrar uma maneira de aplacar os ânimos dentro e fora do castelo, Maxon pode escolher um caminho que o distancie de America.
Se A Seleção deixou-me totalmente rendida a história escrita por Kiera Cass, em A Elite a situação foi diferente. Com um ritmo de escrita ainda fluido, o que mais me incomodou neste livro foi justamente o que mais amei no primeiro: as personagens. Se antes me encantei com a maneira de America encarar os desafios da sua nova vida, só pude sentir-me extremamente incomodada com a sua postura neste segundo volume. Irritadiça, incoerente e impulsiva, faltou na America muito do controlo que me fez admirá-la. Entendo que os seus sentimentos confusos tenham contribuído para isso, mas invés de procurar resolver os problemas e redimir as suas dúvidas, ela caminhava em círculos sem se posicionar. Ela jogava toda a responsabilidade de decidir para Maxon e Aspen porque tinha medo de tomar a decisão errada e acabar sozinha no final. A sua preocupação a volta dos cuidados para não perder nem um dos dois incomodou-me demasiado e acabou destruindo a imagem que eu tinha dela.
Diferente do primeiro livro, outras personagens passam a ganhar destaque na história. A Kriss e a Celeste foram as Selecionadas que mais apareceram e podemos observar em cada uma delas coisas que no primeiro momento passaram despercebidas. Um dos principais pontos em relação ao Maxon que foi possível ver em A Elite foi a sua maneira diplomática de tentar resolver os problemas. Um contraponto ao modo de agir de America que deixou-me apaixonada pelo príncipe. A sua postura diante de momentos decisivos mostrou o quão forte ele era e como tinha capacidade para tornar-se o rei que Illéa precisava. Conhecemos também alguns segredos do seu passado que dizem muito sobre ele, além disso, a autora mostra um pouco mais da sua atuação no cenário político e os planos que ele tem para resolver o problema dos rebeldes.
Não acho que estou sendo injusta ao dizer que este é o livro mais fraco da trilogia. Ainda mais quando tenho tão claro na minha mente todas as birras e atitudes irracionais de America. 
Sendo bem sincera, ela é o  maior problema de A Elite, já que em relação as restantes personagens pude ver uma coerência muito maior nos seus pensamentos e ações. Distinguir todos estes defeitos não me fez parar com a leitura de A Seleção, pois apesar de ter recebido um grande spoiler a respeito do final da trilogia, a curiosidade de saber como tudo encaixaria no final foi maior e assim que eu terminei este título fui correndo pegar em A Escolha. E olha, posso dizer que suportar a America aqui valei a pena quando finalmente pude conferir o que a autora preparou para os seus leitores no volume final desta trilogia distópica. 



Boa leitura!

Até ao próximo post!