sábado, 12 de dezembro de 2015

Resenha - Abandono

Resenha feita pela Lúcia! 
Título: Abandono
Título Original: Abandon   

Série: Abandono
1- Abandono (2012)
2- Inferno (2013)
3- Awaken (2014)                                    
Autora: Meg Cabot
Editora: Galera Record
Páginas: 304

Honestamente? Eu esperava mais. 



Sinopse: Pierce tem dezassete anos de idade e sabe o que acontece quando morremos. É assim que ela conheceu John Hayden, o misterioso estranho que fez com que ela voltasse a vida normal — ao menos a vida que Pierce conhecia antes do acidente — quase inacreditável. Embora ela pensasse que conseguia escapar dele — começar numa nova escola, num novo lugar — confirmou-se que ela estava errada. Ele a encontrou. O que John quer dela? Pierce acha que sabe... também acha que ele não é um anjo da guarda, e o seu mundo sombrio não é exatamente o céu. Mas ela não consegue ficar longe dele,especialmente porque ele está sempre lá quando ela menos espera, exatamente quando ela mais precisa. Mas se ela deixa cair qualquer coisa, ela pode ver-se no lugar que ela mais teme. E quando Pierce descobre uma verdade chocante, sabe de onde John a salvou: o submundo.

A Trama: Eu amo releituras, e esta trilogia é uma releitura do mito grego de Perséfone, então eu estava com as expetativas muito altas, e acho que infelizmente isso não ajudou. O meu problema todo está na trama e na maneira como a autora resolveu escrevê-la. No início o leitor é jogado na vida turbulenta de Pierce sem entender nada e demora quase metade do livro para realmente compreender tudo o que aconteceu. Não gostei de sentir que estava a ficar perdida e confusa, sem entender quando a protagonista mencionava algum acontecimento do passado dela. Isso tornou a narrativa lenta e fez com que algumas cenas fossem pouco interessantes, já que eu não conseguia envolver-me na trama. Entretanto, o ritmo melhora bastante na segunda metade do livro e há diversas cenas engraçadas que salvam as partes lentas.

A Protagonista: Pierce definitivamente foi a minha parte predileta de Abandono. A rapariga tinha diversos problemas, a maioria causados por John, e tinha umas reações meio malucas, mas adorei a diferente personalidade dela. Ela começou a ficar mais previsível com o tempo, porém ainda era cativante e deixou-me curiosa sobre o passado dela. 

As Personagens Secundários: Não posso falar muito sobre o John, até porque ele permanece um mistério durante todo o livro, mas amei a personagem e espero muito que ele tenha mais espaço no resto da trilogia. Exceto pela mãe de Pierce, senti que as personagens secundárias não foram muito exploradas e poderiam ter tornado o livro melhor, principalmente os adolescentes. Também não gostei de como a maioria deles eram uns clichês ambulantes.

Capa, Diagramação e Escrita: Amei esta capa, especialmente porque ela continua para a parte de trás do livro. As cores são um pouco fracas, não chamam a atenção, porém combinaram muito bem. 
A escrita da Meg não está no seu melhor (e sei disso porque já li mais de 15 livros dela), porém vou aguardar para ver como a trama se desenvolve. Só achei uma pena que algumas piadas brilhantes que apareceram na versão americana, com jogos de palavras, não pudessem ser traduzidas porque não temos as mesmas expressões aqui.

Concluindo: É uma série que por enquanto eu não recomendaria, vou aguardar para ver se melhora no próximo livro. Para quem lê em inglês, The Goddess Test é um livro bem parecido, porém melhor, na minha opinião. Ainda assim, gostei do livro, a trama tem para onde ir e pode melhorar muito, além de ter uma protagonista ótima. 

                                                                Classificação:


Boa Leitura!

Até ao próximo post!

Resenha - Carrie, a estranha



Resenha feita pela Lúcia! Título: Carrie
Título Original: Carrie, a estranha                      
Autora: Stephen King
Editora: Europa-América
Páginas: 206
Ano: 1990



Um dos maiores livros de sucesso de Stephen King, Carrie, a estranha, ganhou mais um remake como filme, o qual estreou no dia dia 18 de Outubro de 2013 nos Estados Unidos, mas em Portugal, a estreia ocorreu no dia 31 de Outubro de 2013 também. 

Enquanto aguardava ansiosamente, eu li o livro (já que estava na minha lista há séculos), e pretendia assistir também as outras versões do filme.
Hoje, a resenha será só sobre o livro mesmo, e as minhas impressões sobre o mesmo, confira: 



Sinopse: Carrie, a Estranha narra a atormentada adolescência de uma jovem problemática, perseguida pelos colegas, professores e impedida pela mãe de levar a vida como as raparigas da sua idade. Só que Carrie guarda um segredo: quando ela está por perto, os objetos voam, as portas são trancadas ao sabor do nada, as velas apagam-se e voltam a iluminar, misteriosamente.

Aos 16 anos, desajustada socialmente, Carrie prepara a sua vingança contra todos os que a prejudicaram. A vendeta vem ao de cima de forma tão furiosa e amedrontadora que até hoje permanece como exemplo de uma das mais chocantes e inovadoras narrativas de terror de todos os tempos.

Com tantos ingredientes de suspense, Carrie, a Estranha logo se transformou num enorme sucesso internacional e passou a integrar a mitologia americana. Ao ser transportado para as telas, em 1976, pelas mãos de Brian de Palma, teve como papéis principais a atriz Sissy Spacek e o ator John Travolta.


Opinião: Comecei a ler o livro sem as maiores expetativas. Não é bom esperar muito de um livro, pois nós pode-mo-nos decepcionar... ou sermos completamente surpreendidos. 
Ainda não decidi qual a sensação que tive ao terminar Carrie, mas certamente não sai "decepcionada". Não completamente. Claro que o livro teve alguns pontos fracos, mas a forma como Stephen conseguiu transferir os sentimentos da personagem, de uma forma indireta, mexeu de algum modo comigo, e fez-me refletir. 

Eles esqueceram-na, tu sabes. Transformaram-na numa espécie de símbolo e esqueceram que ela era um ser humano... - Página 94

Carrie sempre foi atormentada por todos à sua volta, principalmente pelos colegas da escola. Ela usava roupas estranhas demais para uma rapariga da idade dela, era calada, sem amigos nenhuns e era considerada feia. 
Os colegas dela deitavam-na a baixo, tratavam-na como uma aberração, um monstro.
Isso, pois não sabiam da verdade toda.
A mãe dela nunca a deixara ser uma rapariga normal, era uma verdadeira fanática religiosa que conseguia levar a níveis extremos o seu amor por Deus, de uma forma até mesmo assustadora.
A jovem Carrie teve a sua menarca (primeira menstruação), aos dezasseis anos de idade, na casa de banho feminina da escola. As raparigas divertiam-se a conta dela e jogavam pensos em cima dela para a humilharem.
Na casa dela, a mãe a prendia num armário com várias imagens de Deus furioso, dizendo que se ela não tivesse pecado, a menstruação não lhe teria aparecido. 
Após o episódio da casa de banho, uma rapariga arrepende-se de se ter rido de Carrie, e pede ao seu namorado para a convidar para ir ao baile. 
Ela aceita, mesmo pensando que ele só está a tentar criar mais uma situação para a envergonhar. No dia do baile de Primavera, ela é uma das raparigas mais bonitas, mas ela nem poderia imaginar o final terrível que estaria para lhe acontecer.
Não imaginaria o que uma das raparigas mais populares da escola estava a tramar para ela... assim como essa rapariga (Chris) não imaginaria que Carrie possui-a poderes  telecinéticos, e poderia acabar com tudo... e todos.

Desde o início do livro, o autor já deixa bem claro o que havia acontecido, mas a intenção dele aqui era simplesmente contar como, e o porquê daquilo ter acontecido. 
Um ponto positivo do livro, é que ele é contado sobre o ponto de vista de um autor omnisciente, mas ao mesmo tempo são apresentados trechos jornalísticos, entrevistas com testemunhas (personagens do livro), para contarem como havia acontecido tudo. 
Uma ideia mais do que positiva, aliás, pois foi ela que deixou o livro mais realista, fazendo o leitor acreditar que aquelas manchetes realmente pudessem ser reais. 
Não gostei muito dos trechos onde eram apresentados os pensamentos de algumas personagens entre parênteses. Isso tira um pouco da atenção do leitor na história, além de conter alguns erros (como a pontuação, por exemplo).
A narrativa de King é bem casual, e apresenta alguns palavrões. 
Mas o que eu gostaria de chamar a atenção, era mesmo a personalidade da Carrie. 

 Esta é a menina que continuam a chamar de monstro. Quero que tenham isso em mente. A menina que se contentava com um hambúrguer e uma cerveja de dez centavos depois do seu único baile na escola, para não preocupar a mãe. - Página 100
Apesar de todo o seu ódio por aqueles que a haviam reprimido durante estes anos, e das coisas terríveis que ela fez no final, tive um sentimento de compaixão pela protagonista. 
Talvez esta tenha sido uma grande obra de horror não por derramamento de sangue, mas pela forma como ele era assustadoramente real e da forma como o autor passou isso para nós.
Senti que a telecinesia dela foi apenas uma forma que o autor conseguiu para vingar todas as pessoas que são diariamente reprimidas ao nosso redor. 
O que me fez parar para pensar foi ver a forma como Carrie foi injustamente julgada, pelo modo de se vestir, ou de se comportar. Ninguém tinha pena da pobre rapariga, ela era tratada como um monstro, por ser diferente, por aqueles que eram iguais uns aos outros.
O que me assombra é perceber que este é um tema totalmente temporal, pois após tantos anos, após o lançamento do livro, ainda vemos nas escolas pelo mundo todo, pessoas excluídas por não se encaixarem na sociedade onde todos deveriam agir do mesmo modo.
Pessoas essas que são completamente desumanizadas, como se não tivessem sentimentos.
No caso da Carrie, de tanto a tratarem como um monstro, eles fizeram com que ela se tornasse num monstro de verdade. 
Não consigo exprimir tudo o que senti ao ler o livro, é algo que não dá para retratar numa simples resenha. 
Pode ser que tu, meu caro leitor, resolvas ler este livro e penses que exagerei quanto ao meu ponto de vista, pode ser que concordes, mas, apenas queria dizer que, embora não tenha sido um dos melhores livros que já li, certamente marcou-me muito. 




Boa Leitura!

Até ao próximo post!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Resenha - A Corrida de Escorpião

Resenha feita pela Lúcia!  
Título: A Corrida de Escorpião
Título Original: The Scorpio Races                                         
Livro Único.
Autora: Maggie Stiefvater
Editora: Verus
Páginas: 378
Ano: 2012

Um dos melhores livros que eu li este ano, vai entrar para a minha lista de favoritos e recomendo-o a todos!
A resenha vai sim ficar enorme, mas espero que vocês leiam tudo, porque eu preciso que vocês entendam como este livro é ótimo.

Sinopse: A cada novembro, os cavalos d' água emergem do oceano e galopam na areia sob os penhascos de Thisby. E, a cada novembro, os homens capturam esses cavalos para uma corrida eletrizante e mortal. Alguns cavaleiros sobrevivem. Outros, não. Aos 19 anos, Sean Kendrick já foi quatro vezes campeão. Ele é um jovem de poucas palavras e, se tem medos, guarda-os bem escondidos, onde ninguém possa vê-los. Puck Connolly é uma novata nas Corridas de Escorpião. Ela nunca quis participar da competição, mas o destino não lhe deu muita escolha. Sean e Puck vão competir neste ano, e ambos têm mais a ganhar - ou a perder - do que jamais pensaram. Mas apenas um deles pode vencer. 
(A tradução brasileira errou um pouquinho na sinopse, os cavalos surgem e são capturados em outubro e apenas a corrida é em novembro)

A Trama: A história começa com Puck a ver o primeiro cavalo d' água a surgir do mar naquele ano. Ninguém sabe porque é que eles só aparecem naquela ilha ou porque é que ficam enlouquecidos em outubro, mas o facto é que durante todo o mês, os cavalos sanguinários saem do mar, ensandecidos e famintos, e aterrorizam a ilha. Um homem muito maluco teve a ideia de capturar e morrer a tentar treinar um desses animais para uma corrida e agora todos os anos é a mesma coisa. O prémio para o vencedor parece ser alto (apesar de não sabermos ao certo o valor) e muitos turistas corajosos viajam até a ilha para apreciar o assassinatoevento. 
A trama inteira passa-se no mês de outubro e acompanha a preparação dos dois protagonistas para o tão esperado dia. Os cavalos d'água fornecem toda a ação necessária na história e eu adorei cada página do livro. Há um pouco de romance, apesar de ele ficar em segundo plano, mas é do tipo bom: que se desenvolve bem lentamente e vocês só tem um gostinho dele de vez em quanto e ficam querendo sempre mais. 
A única coisa que me incomodou foi que os moradores da ilha acidentavam-se e alguns até morriam e logo tudo estava de volta ao normal, como se aquilo fosse uma coisa comum. Mas, pensando bem, talvez seja mesmo comum numa cidade com cavalos malvados.
O final foi um pouco diferente do que eu esperava, mas vou admitir que eu não sabia bem pelo que ansiar. Primeiro eu queria que algum dos protagonistas morresse, porque o dilema deles parecia não ter solução, depois eu ficava desesperada com a ideia e já estava literalmente quase a rezar para isso não acontecer. Conforme eu lia as últimas páginas, juro, tudo o que conseguia pensar era "Não matem ninguém, não matem ninguém". Não vou contar se o final foi feliz ou triste para não estragar, só direi que foi satisfatório e emocionante. 

O Protagonista: 15 páginas, contadas do ponto de vista da Puck, foram tudo o que eu precisei para apaixonar-me pela personagem (apesar do apelido ser horrível). Ela é o modelo perfeito de como uma heroína deve ser: corajosa, decidida, inteligente, vulnerável e muito protetora das coisas que ama. Eu passei o livro inteiro a acreditar que ela não tinha chances na corrida e acabaria magoada (ou pior), mas isso fez-me admirá-la e torcer ainda mais por ela. Ambos os protagonistas são órfãos cada um de uma maneira diferente, e a vida difícil contribuiu para o seu amadurecimento precoce. Sean frentemente parecia ser um homem adulto, com as suas decisões cuidadosamente calculadas, e eu gostei muito de o ver a perder um pouco o controle perto de Puck. 

Os Personagens Secundários: Todas as personagens foram muito bem escritas, cada um tinha o seu passado (mesmo que a autora não o contasse em detalhes), as suas motivações, as suas crenças e peculiaridades. George Holly foi o meu predileto, com aquele jeito misterioso e divertido que só ele tem, mas não posso deixar de mencionar Mutt, que foi um antagonista perfeito, sendo "mal" mas tendo motivos plausíveis para isso. Malvern e Peg também foram formidáveis e a única pessoa que realmente não parece ter feito a diferença no livro foi o Finn, um dos irmãos de Puck, mas todos os outros encantaram-me. 


Capa, Diagramação e Escrita: A escrita da Maggie, não vou mentir, é uma das melhores que eu já li. Ela tem o dom de fazer com que nós consigamos sentir-mo-nos como se estivéssemos a viver uma história, não apenas lendo-a. A tradução está muito boa e eu encontrei alguns erros de revisão, mas nada demais. A diagramação ficou bonita, com a letra no tamanho ideal. No início de cada capítulo há um cavalinho, juntamente com um número e o nome do narrador atual. 
Gostei da capa, apesar de não ser uma das minhas favoritas. A imagem é bem simples, mas a capa é toda metalizada e o nome da autora e o título são em alto relevo :D

Concluindo: Pretendo ler este livro outra vez, porque sinto que uma vez não é o suficiente. Preciso de mais de Puck e Sean, mas do romance silencioso, mas dos cavalos d'água e de todas as personagens. 
A Corrida do Escorpião entrou para os meus favoritos sem dúvida alguma e Maggie Stiefvater é uma autora excelente, espero que todos tenham a oportunidade de ler este livro maravilhoso. 

Citações:


Hoje é o primeiro dia de novembro, portanto alguém vai morrer. 
Esta ilha é astuciosa e cheia de segredos. Não faço a menor ideia dos teus planos para mim. 
- Não serei o teu ponto fraco, Sean Kendrick.
Agora ele olha-me. Diz, muito suavemente:
- É tarde para isso, Puck.
Classificação:


Boa Leitura!
Até ao próximo post!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Para todo fim, um recomeço!



Existe sempre uma chance de recomeçar, e fazer novamente aquilo que não se acertou. Até que tu descobres quem realmente és, e quem nasceste para ser.

Nunca é tarde demais para ser-se feliz. Para fazeres o que tu queres. Para mostrares ao mundo para o que é que nasceste, e qual a diferença que irás exercer. 


Este blog veio da necessidade de ter um espaço só meu para falar de livros e filmes que eu carrego no peito. 

Resumindo, para compartilhar as minhas leituras. Para deixar as dicas que aprendi, e vou aprendendo com o tempo, sobre como ser uma escritora.

O caminho é árduo, meus queridos. Mas nunca deixar de fazer aquilo que se ama, é o que faz tudo valer a pena. 


Seja bem-vindo ao Agora que sou Crítica! =)



Com amor,

Lúcia